Cloridrato de Metoclopramida

O cloridrato de metoclopramida é um composto usado para tratamento de problemas relacionados ao trato digestivo, tais como enjôos e náuseas, gerados por cirurgias ou por disfunções do corpo. Eventualmente pode ser útil para radiologias, ou quando se faz raio-x intestinal.

Por ser um medicamento de ordem tão específica, seu uso deve ser feito e acompanhado por um especialista, de modo que sua dosagem também possa ser controlada, evitando maiores complicações, pioras no quadro ou até reações indesejadas.

Para que serve?

"Como já apontado anteriormente o cloridrato de metoclopramida serve para tratar os casos de vômitos, náuseas e enjoos, além de outros problemas relacionados diretamente com o trato digestivo, tendo atuação direta em todos os órgãos que o compõem. Indiretamente pode ser que atue em outros sistemas, mas não é a sua finalidade.

É bom estar atento também se você tem algum problema com rins ou fígado, visto que o remédio tem ação direta neste sentido. É muito importante que isso seja levado em consideração pois em primeira decisão pode-se optar pela diminuição da dosagem, em último caso pode-se suspender o seu uso, buscando outra alternativa para tratamento.

Composição

Composição da MetoclopramidaO medicamento tem ação direcionada ao sistema digestivo, e todos os seus componentes, tais como estômago, intestino grosso, intestino delgado e tantos outros que compõem seu sistema. Dessa forma, visa o tratamento de náuseas, vômitos e enjôos, sendo estes provenientes de qualquer causa.

O cloridrato de metoclopramida, possui em sua composição:

  • Metilparabeno;
  • Propilenoglicol;
  • Sacarina sódica;
  • Ácido cítrico anidro;
  • Metabissulfito de sódio;
  • Água purificada;
  • Propilparabeno.

O seu uso não é recomendado por mais de 90 dias, tendo como consequência o aparecimento de discineia tardia, ou seja, descontrole no sistema nervoso que pode ser um quadro irreversível, tratado com paliativos que não vão poder curar o quadro, somente amenizar os sintomas.

Caso seja necessário o uso do medicamento por mais tempo, este só poderá ser feito com o acompanhamento e prescrição médica, e por isso, antes de optar pelo tratamento com o cloridrato de metoclopramida, faça uma consulta com um especialista para avaliar os possíveis riscos e se o tratamento de fato é indicado.

Alguns estudos apontam para a alteração nos batimentos cardíacos causados pelo uso do cloridrato de metoclopramida e por isso é mais um fator a se atentar, já que não se pode fazer seu uso em caso de problemas cardíacos crônicos, salvo se houver orientação e acompanhamento médico.

Quem pode tomar Metoclopramida?

GotasCaso tenha alergia a algum composto do medicamento, o seu uso não é recomendado. Há a restrição também para os casos de epilepsia, sendo bom também que o uso não seja feito. Pessoas que tenham algum tipo de problema renal devem evitar o medicamento, assim como pessoas que sofrem com Parkinson.

O uso para idosos, mulheres grávidas e lactantes deve ser observado em todos os casos, já que as reações, a princípio não dão conta de toxicidade ou complicações. Ainda assim a consulta é altamente indicada. Não é indicado para crianças menores de 1 ano, já que pode causar movimentos musculares involuntários.

Metoclopramida

O uso entre medicamentos deve ter distância de pelo menos 6 horas. Isso evita episódios de superdosagem que podem ter sérios quadros de alergias ou problemas nas reações causadas, já que a presença do sódio pode causar choque anafilático caso seja ingerido em grandes quantidades.

Efeitos colaterais

reações adversasAssim como qualquer medicamento, o cloridrato de metoclopramida também apresenta alguns efeitos colaterais. Uns decorrente da dosagem, outros do tempo de tratamento e outros ainda por reações naturais que são observadas em alguns indivíduos após o uso do medicamento.

Nos casos de dosagem única, crianças e adultos apresentam reações extrapiramidais, em outras palavras, no sistema nervoso, mais especificamente na parte que controla o movimento, gerando algum tipo de inquietude ou movimentos bruscos e não controlados pelo paciente.

Nesse caso o acompanhamento médico é indicado, já que o problema pode estar na dosagem, na administração ou até na necessidade de fato do medicamento. Sendo assim, a suspensão do medicamento é feita para uma nova avaliação, de modo que o tratamento seja revisto.

A sonolência também é um dos efeitos causados pelo medicamento, portanto durante o tratamento é necessário que a pessoa não dirija ou opere máquinas pesadas. Diarreia também é comum, porém só no início do tratamento, de acordo com a utilização do medicamento, o corpo vai se adaptando.

Algumas pessoas relatam problemas de depressão ou confusão mental e de fato o cloridrato de metoclopramida pode alterar a produção de alguns hormônios. Nesse caso pode ser feito o tratamento com outro medicamento ou a dosagem pode ser analisada novamente.

Se você apresentar qualquer outro sintoma relacionado ao uso suspenda imediatamente o medicamento e busque um médico para melhores indicações.

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